As aulas iniciaram

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ARRANCA hoje, em todo território nacional, o ano lectivo/2015, depois de as cerimónias centrais terem ocorrido na sexta-feira na capital provincial do Niassa, Lichinga, sob orientação do Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, Jorge Ferrão.

Este ano, segundo aquele dirigente, mais de seis milhões de crianças vão ter acesso à escola, apesar de em algumas províncias do centro e norte, nomeadamente Zambézia, Nampula e Niassa, principalmente, as enxurradas que fustigam estas regiões terem destruído várias salas de aula e feito deslocar numerosas crianças em idade escolar.

Antes e depois de presidir às cerimónias centrais de abertura do ano lectivo o ministro da Educação e Desenvolvimento Humano visitou algumas escolas da cidade de Lichinga e do distrito de Sanga, onde interagiu com os professores e gestores dos respectivos estabelecimentos de ensino para, segundo afirmou, inteirar-se das realizações, problemas e do grau de cumprimento das metas estabelecidas.

De referir que em todas as visitas o ministro esteve sempre acompanhado pelos responsáveis da Vodacom, Televisão de Moçambique, UniLúrio e Alcance Editores, instituições que, juntamente com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, estão envolvidos num programa denominado “Moldando Mentes”, que tem como principal objectivo desenvolver o gosto pela leitura.

No âmbito do mesmo programa, milhares de livros foram doados por várias instituições e singulares integrados no chamado “Clube dos Amigos da Educação”.

No seu discurso de abertura, Jorge Ferrão advertiu que não vai tolerar o absentismo dos professores e gestores escolares, convidando aos que não se sentem melhor enquadrados a solicitarem a sua demissão. “Exigimos maior responsabilidade aos professores. Todos sabemos que existem problemas de progressões nas carreiras, atrasos de vistos do Tribunal Administrativo e salários em atraso mas isto não pode – e nem deve – ser justificação para que não estejamos nas escolas”, advertiu Ferrão, informando que estes problemas devem ser resolvidos com os professores e gestores dentro dos estabelecimentos de ensino e nunca enveredar pela via do absentismo.

Revelou que em 2015 mais de oito mil professores novos vão ser integrados no ministério que dirige. Para o ministro, estes profissionais novos precisam de encontrar um ambiente de paz, de solidariedade e, principalmente, de profissionalismo e competência.

“Gostaria de ver, este ano, todos os professores com o seu fardamento e com a assiduidade registada pelos directores das escolas, cabendo a este último a responsabilidade de administrar, controlar e fazer cumprir as decisões emanadas do Ministério com o apoio das direcções provinciais”, pediu aquele dirigente, ao mesmo tempo que aconselhava a sociedade civil a prestar mais apoio ao sector que dirige, ao invés de criticar sem apresentar soluções que contribuam para a mudança da situação que se vive actualmente no sector da Educação.

Num outro desenvolvimento, o titular da pasta da Educação e Desenvolvimento Humano reconheceu a necessidade de conferir às escolas uma autonomia para resolverem os problemas básicos de operacionalidade, tendo, para isso, dado a conhecer que “este ano o ministério que dirige fará tudo para descentralizar os orçamentos e colocar uma parte destes nas escolas”.

Outras questões referidas pelo ministro durante o seu discurso de abertura do ano escolar têm a ver com a necessidade de a sociedade civil se solidarizar para com as vítimas das enxurradas e de Chitima, a qualidade da educação, responsabilização dos professores e gestores das escolas e a produção escolar como forma de ensinar a criança a cuidar da machamba. A permanência da rapariga na escola até completar os ciclos desejáveis, a participação dos pais e encarregados de educação nas actividades da escola, a alocação de carteiras em todas as salas de aula, a participação das empresas no ensino e aprendizagem em Clubes dos Amigos da Educação foram outros aspectos mencionados por Ferrão.

(Retirado do jornal Notícias)