Bolsa de estudo para meninas podres

MENINAS cujas famílias não têm condições financeiras suficientes para mantê-las na escola terão direito a bolsas de estudo para que concluam>>

MENINAS cujas famílias não têm condições financeiras suficientes para mantê-las na escola terão direito a bolsas de estudo para que concluam, pelo menos, o Ensino secundário.
Esta constituído uma das acções previstas no plano Estratégico do género, recentemente aprovado pelo Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, com vista a diminuir o insucesso e desistência escolar, assim como promover uma Educação adaptada á actual realidade social económica e cultual do pais.
Com a duração de cinco anos, o plano prevê ainda a adaptação de política de cotas de 50 por cento para raparigas em cursos de Ciências Naturais e Tecnológicas.
O anúncio do novo Plano de Educação foi feito pelo titular daquela pasta, Jorge Ferrão, falando, recentemente, no encontro de reflexão sobre a Educação da Rapariga em Moçambique.
Segundo o Ministro, o documento é aprovado numa altura em que o pais enfrenta desafios na escolarização da manina, características típicas de países em desenvolvimento, que dão menos oportunidades a raparigas, abrindo espaço para o aumento do analfabetismo.
Fez saber que nesses países apenas um terço de crianças escolarizadas são meninas e dos mais de 900 milhões de adultos analfabetos, dois terços são mulheres.
ʻʻA mulher analfabeta está desprovida de armas do saber para que se auto-defenda e defina a sua própria vida. Por outras palavras, ao ser negada a educação á mulher se incute, de forma deliberada, uma educação que faz dela uma mulher submissa e que facilmente aceita valores tais como casamento prematuro, o casamento forçado, a gravidez precoce e até a exploração sexual ou domésticaʺ, observou o ministro.
Para o dirigente, a educação da menina deve ser encarada como um dos importantes desafios do milénio e que a família deve continuar a assumir o seu papel educador.
ʻʻ E Preciso entenderem que nem a escola, nem a família, nem a sociedade são estáveis. Estas instituições acompanham a evolução da nossa sociedade e toda a perspectiva sociológica sobre a qual nós analisamos o desempenho do nosso comportamento e personalidadeʺ, referiu Ferrão.
Contudo, apensar dos desafios que o sector enfrenta para reter as meninas na escola, Moçambique registou avanços no incremento da rede escolar e consequente aumento de alunos quer no Ensino primário, quer no secundário, havendo 49 e 51 por cento de raparigas e rapazes na escola, respectivamente.