Educadores desafiados a participar na gestão

A ASSIDUIDADE dos professores e dos alunos na escola e na sala de aula, a correcta gestão dos recursos>>

A ASSIDUIDADE dos professores e dos alunos na escola e na sala de aula, a correcta gestão dos recursos disponibilizados pelo Governo para sustentar o normal funcionamento dos estabelecimentos escolares depende do envolvimento directo dos pais e encarregados de educação que devem tudo fazer para reduzir as desistências em particular da rapariga.
O facto foi defendido pelo governador de Nampula, Victor Borges, em Namina, distrito de Mecubúri, na abertura oficial do ano lectivo 2017 ao nível da província.
Segundo Borges, nada justifica a ausência sistemática do professor na sala de aulas, quando as condições param a leccionação e motivação, nomeadamente a presença dos alunos, do material didáctico e o pagamento de salários no final de cada mês estão presentes e garantias.
As escolas recebem do governo um fundo denominado Apoio Directo às Escolas (ADE) que visa garantir o normal funcionamento dos estabelecimentos escolar, incluindo a aquisição de material didáctico e de construção para expansão das instalações quando se torna imperioso.
A gestão do referido fundo tem suscitando questionamento da comunidade escola por alegada falta de transparência. Borges considera que esta situação deve ser ultrapassada em 2017.
Júlio Mendes, director provincial da educação e desenvolvimento Humano em Nampula, disse que uma análise preliminar levada a cabo pelo sector que dirigem concluiu a existência de um elevado número de documentos concentrados ao nível dos principais centros urbanos em prejuízo das zonas rurais.
‘‘Vamos fazer a reafectação dos professores excedentários e reforçar a gestão escolar, promovendo a capacitação dos docentes e gestores escolares ao nível pedagogia e administrativo. Este exercício vai garantir o controlo dos professores para mitigar a falta de assiduidade nas aulas” sublinhou Júlio Mendes.
Nampula abre o corrente ano lectivo com o livro escolar da terceira á sétima classe distribuindo num total de dois milhões de unidades. O efectivo escolar para 2017 esta estimado em cerca de dois milhões de alunos da primeira á décima segunda classe.