Queremos mostrar a literatura moçambicana

Um livro e uma ferramenta importante para mudar a maneira de ser e estar das pessoas e a sociedade>>

Rui Rocha, Alcance Editores

Um livro e uma ferramenta importante para mudar a maneira de ser e estar das pessoas e a sociedade, um instrumento vital para mudar a maneira de ver as coisas, de se posicionar perante os factos e ajuda a reflectir melhor quando em diversas situações da vida.
Foi pensado na importância do livro que quatro funcionários arregaçaram as mangas, no ido ano de 2007, e , dentro de um armazém cheio de calores, não mediram esforços em busca do sonho. Ter uma editora. O nome, Sugestivo Alcance Editores, permitiu que em pouco tempo conseguissem um universo de escritores de prestígio e conquistassem o mercado através da qualidade e arte final das suas obras.
Hoje passam dez 10 anos. Os quatro funcionários multiplicaram-se e perfazem um numero de 140 que tem na carteira perto de 400 livros editados.
Para além das obras de lazer, a alcance tem estado ao longo dos anos na elaboração de manuais escolares. Um feito que foi permitido o surgimento de outros projectos, com a criação de bibliotecas nas escolas, o impulsionamento a escritores anónimos através de um prémio literário.
Para explicar melhor o percurso da editora e os seus desafios, conversámos com Rui Rocha, director da alcance editores.
O que e a alcance editores?
E uma vasta equipa de coordenadores, paginadores, revisores, comerciais, financeiros, que todos os dias dão o seu máximo para tornar cada vez melhor a editora, melhorando os seus produtos .
Do armazém para um escritório moderno. Qual foi a primeira obra da editora?
O primeiro livro que saiu sob chancela da Alcance Editores foi “uma obra que faz abordagem sobre o município de Maputo, evocando a beleza, a típica recepção dos seus citadinos. Desde então, a editora não mas parou. Multiplicou e diversificou as sua edições alcançando um histórico número de aproximadamente quatrocentos livros
Todos livros têm fins comerciais?
Não. Temos 398 livros nossos editados com a chancela Alcance e mas quarenta e quatro livros de entidades que não quiseram comercializa-los. Alguns livros são para o consumo interno das instituições. Entretanto, destacáveis no percurso dos dez anos.
O IMPACTO DAS FEIRAS DO LIVRO.
Virou moda assistir a realização de feiras do livro. Ė um momento de confluência das editoras, autores e consumidores das obras.

Fale das feiras dos livros….
As feiras dos livros são umas oportunidades não só de vender. Permitem contactos com autores compradores de livros. Mudaram muita coisa no que respeita a comercialização e a criação do gosto pelo livro.
Qual e a mais- valia das feiras dos livros….
A feira criou um simbolismo a nível nacional, dentro de cada instituição que a faca. Nas escolas bibliotecas, eventos de cariz social, há sempre uma banca de livros e isso é bom porque mostra qual a importância dos livros.
Nos últimos anos o conceito livraria ganhou espaço.
Sim, até em Lichinga existe uma livraria, coisa que não tínhamos no passado. Isso significa progressão e interesse pelos livros. Aliás, as feiras são o chamariz principal quando queremos vender livros.
Sei que tem participado em feiras em Portugal.
Há três anos que participamos na feira de livro em Lisboa e porto. Isso mostra que esses autores estão no mercado. Temos um acordo com uma distribuidora de livros em Portugal que comercializa os nossos livros.
Criar umas bibliotecas nas escolas em locais recônditos
A Alcance Editores tem sido impulsionadora na criação e construção de bibliotecas pelo país. Para tal, desenhou um projecto que está a ser implementado em coordenação com o ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.
Em que consiste o projecto das bibliotecas?
Em 2016, oferecemos em campanhas, nas quais trabalhamos com direcção provinciais de educação, muitos livros. Desenvolvemos um projecto de apetrechamento das bibliotecas escolares. Fizemos isso em trinta e seis escolas.
Quantos anos têm o projecto e como é feito¬?
O projecto de apetrechamento de bibliotecas tem três anos. São seleccionadas as escolas e os livros em função das necessidades. Queremos dar a conhecer a todos o máximo daquilo que são os escritores moçambicanos. Identificamos escolas com capacidade de armazenagem do livro.
Qual é a modalidade aplicada para o apetrechamento das bibliotecas?

Nos não oferecemos apenas livros. Formamos os professores e responsáveis das bibliotecas a saberem manusear os livros e apoiar os alunos, aconselhando sobre como usar um livro numa biblioteca.
Qual e a mais- valia das feiras dos livros….
A feira criou um simbolismo a nível nacional, dentro de cada instituição que a faca. Nas escolas bibliotecas, eventos de cariz social, há sempre uma banca de livros e isso é bom porque mostra qual a importância dos livros .
Nos últimos anos o conceito livraria ganhou espaço.
Sim, até em Lichinga existe uma livraria, coisa que não tínhamos no passado. Isso significa progressão e interesse pelos livros. Aliás, as feiras são o chamariz principal quando queremos vender livros.
Sei que tem participado em feiras em Portugal.
Há três anos que participamos na feira de livro em Lisboa e porto. Isso mostra que esses autores estão no mercado. Temos um acordo com uma distribuidora de livros em Portugal que comercializa os nossos livros.
Criar umas bibliotecas nas escolas em locais recônditos
A Alcance Editores tem sido impulsionadora na criação e construção de bibliotecas pelo país. Para tal, desenhou um projecto que está a ser implementado em coordenação com o ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.
Em que consiste o projecto das bibliotecas?
Em 2016, oferecemos em campanhas, nas quais trabalhamos com direcção provinciais de educação, muitos livros. Desenvolvemos um projecto de apetrechamento das bibliotecas escolares. Fizemos isso em trinta e seis escolas.
Quantos anos têm o projecto e como é feito¬?
O projecto de apetrechamento de bibliotecas tem três anos. São seleccionadas as escolas e os livros em função das necessidades. Queremos dar a conhecer a todos o máximo daquilo que são os escritores moçambicanos. Identificamos escolas com capacidade de armazenagem do livro.
Qual é a modalidade aplicada para o apetrechamento das bibliotecas?
Nos não oferecemos apenas livros. Formamos os professores e responsáveis das bibliotecas a saberem manusear os livros e apoiar os alunos, aconselhando sobre como usar um livro numa biblioteca.
Trabalharam no passado com trinta e seis escolas. Quais são os planos para o ano em curso?
Para este ano, estamos a projectar o aumento do número de escolas. Mas é importante referir que em conversa com um responsável de uma escola em Malema, Nampula, ele propôs que fizéssemos um manual de como gerir uma biblioteca. Fizemos um livrinho de bolso que qualquer um pode ter e saber como gerir uma biblioteca.
Novas obras…
Vamos editar cerca de 66 obras novas. Por enquanto, temos oito obras novas, onde se destacam livros de Ungulani Ba Ka Kossa e Adelino Timoteo.
Fora disso há apostas novas?
Pretendemos editar livros infanto-juvenis. Mas também vamos apostar na edição bilingue. E o futuro está centralizado na produção de livros para educação, gramáticas didácticas para o ensino e apostar em novos conteúdos.
MOÇAMBICANOS COMO INVESTIDORES
A Alcance é uma editora orgulhosamente moçambicana. Os accionistas são moçambicanos e primam pela divulgação da literatura e cultura moçambicanas.
A Alcance é uma editora daqui?
Nós criamos a Alcance com dinheiro e sócios moçambicanos. Isso tem de ser valorizado porque defende não só aquilo que o Governo quer, assim como a nossa estratégia para o futuro. O investimento da editora não se limita apenas na injecção financeira.
Abarca também a componente humana através dos escritores.
Em termos de cobertura, trabalham com escritores de outras províncias?
Temos escritores não só de Maputo. Diogo Vaz e Adelino Timóteo são da Beira. Faustino é de Nampula e fizemos um livro sobre a lha de Moçambique. Tentamos aos poucos fazer com que os livros cheguem lá fora e que esses autores novos possam ter outras oportunidades de exposição.
A editora tem uma política de conquista de novos escritores ou eles vêm ter?

Alguns vêm ter connosco. Mas de três em três meses fazemos viagens com objectivo de dar a conhecer a Alcance, o que ela publica a desenvolvermos projectos de responsabilidade social em escolas, bibliotecas.
AUTORES INÉDITOS SÃO PREMIADOS
Compreendemos a dificuldade que muitos jovens autores têm para lançar as suas obras, assim como gente adulta que escreve w guarda as suas criações na gaveta, a Alcance Editores criou um premio que estimula a todos.
Pode explicar a ideia do prémio?
A ideia consiste em os autores submeterem as suas obras seguindo o regulamento. O trabalho premiado é editado em livro, recebendo, igualmente, o autor, um valor monetário. Naturalmente procuramos autores novos, o que nem sempre é fácil.
Qual é a abordagem e periodicidade do prémio?
O prémio tem três temas de abordagem: prosa, poesia e conto infantil. É feito anualmente. Neste ano vamos realizar a segunda edição. Queremos dar a conhecer novos escritores, novos autores.
Trabalhamos com um júri composto por pessoas de referência na literatura em Moçambique.
DIÁLOGO PERMANENTE COM AUTORES
A edição de uma obra passa primeiro pelo relacionamento saudável e entendimento entre o autor e a editora.
Como é a relação autor ʺversus” editora?
A estratégia passou por criar formas para que o escritor moçambicano tivesse uma porta aberta para editar o seu livro. Temos livros de autores conceituados com Ungulano Ba Ka Khossa, José Craveirinha e Calane da Silva. Mas também temos livros de autores menos conhecidos que nunca haviam editado. E outros ainda como Custódio Duma e Hélder Faife.
O que é ter uma editora?
Ter uma editora pressupõe uma relação e cometimento reciproco em que o editor aposta no autor e este na editora. Criamos ligações com os autores e a confiança espelha essa realidade.
Quais são os desafios da Alcance?

O principal desafio que nós tivemos foi pensar em como cativar o mercado com aquilo que fazíamos. A primeira aposta foi publicar literatura moçambicana algo de interesse moçambicano.
Quando as pessoas viram a qualidade do livro ʺCidade das acácias”, tecnicamente assim como a nível das imagens e impressão, logo viram que estavam perante uma editora.
Mas isso só não era suficiente…
Não bastava apresentar uma obra-prima, bem escrita e concebida. Era preciso algo mais. Era preciso consciencializar e mostrar às pessoas qual era o objectivo da Alcance enquanto Editora nova no mercado. O nosso slogan foi talvez um dos principais atractivos naquilo que pretendíamos.
Alcance Editores – No alcance de uma educação de Futuro. Dez anos depois criámos o nosso orgulho.
IMPRIMIR CADA VEZ MAIS NO PAíS
O livro escolar é uma das frentes através das quais a Alcance tem-se notabilizado. Produzem manuais de varias classes e disciplinas.
Quais são os livros produzidos por vocês?
Temos livros de lazer, históricos, fotográficos, entre outros.
Os livros que editamos mostram a identidade da Alcance.
Quais são os planos de futuro?
Continuar a apostar no livro escolar e dar todo o apoio possível. Desenvolver parcerias e projectos com a própria cultura.
Como é que estão em termos de livro escolar?
A Alcance é uma das editoras do livro escolar. Gostaríamos de ter mais títulos do que temos. O processo é contínuo. Por decreto os livros têm seis anos no mercado.
Quais são os livros que têm feitos?
No ensino secundário temos livros de Geografia, História e Português, aprovados com boa classificação. A aposta é mesmo na qualidade. E continuaremos a desenvolver novos conteúdo.