UNESCO reitera apoio a Moçambique

MOҪAMBIQUE vai continuar a ter o apoio da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e cultura (UNESCO) na protecção >>

A garantia foi dada pelo representante deste organismo das nações Unidas em Moçambique, Moussa-Elkadhum Djffar, num encontro de peritos sobre a matéria realizada recentemente na cidade de Maputo.
Djaffar mostrou-se ainda satisfeito pelos progressos que o país está a registar com vista á ratificação da convenção da UNESCO sobre protecção do património cultural subaquático. O valor deste património subaquático é evidenciando por artefactos existentes no mar e que narram as rotas comerciais e de navegação que remontam ao século VI, época anterior á chegada dos europeus, durante a qual embarcações swahilis, árabe e indianas navegavam ao longo da costa oriental África.
As províncias costeiras de cabo Delegado, Zambézia, Sofala, Inhambane e Nampula, com destaque para a ilha de Moçambique, declarada o património cultura mundial da Humanidade pela UNESCO em 1991, são em si evidências que memorizam o contacto entre os povos.
‘‘Estamos também felizes em saber que Moçambique e outros países africanos iniciaram o processo de ratificação desta convenção, isto prova a existência de um esforço e vontade internacional para proteger este património e favorecer o seu acesso ao público”, disse Moussa- Elkadhum Djffar.
Segundo ele, a influência do Oceano índico sobre o destino do país tem sido crucial, o que é especialmente ilustrado pela importância história da ilha de Moçambique, designado património cultural da humanidade. ‘‘Proteger esta herança que é também da humanidade, não pode ser apenas de alguns. Não pode ser da responsabilidade de um terceiro ou apenas de um quarto dos Estados do planeta. Esta missão deve envolver a todos nós. Ѐ Nossa responsabilidade colectiva, uma vez que apenas uma mobilização global pode salvaguardar, avançar e promover o estudo desta memória submergida da humanidade”, frisou.
Reconheceu que, Moçambique tem uma longa história de navegação. Mas, tal como noutros países do Continente Africano, ainda há imensos desafios por enfrentar para salvaguardar o futuro deste arquivo submerso da humanidade.
Uma das preocupações da UNESCO está centrada na arqueologia subaquática que está ser subdesenvolvida, para além da desenfreada pilhagem de locais submarinos.
‘‘Não podemos aceitar com serenidade, desinteresse ou negligência a própria história de África. Não podemos aceitar porque os restos desta memória submersa são infelizmente ameaçados quase em toda a parte. Eles são ameaçados porque o mar é, não só, o maior museu do mundo, mas também, infeliz e ironicamente, o único museu que esta aberta a todos os ventos, o único que não tem guardiões ou muito poucos, o único museu para o qual hoje não há protecção fiável”, alertou.